Imunidade x Desempenho Esportivo: entenda a relação direta

O treinamento esportivo em qualquer modalidade de alta intensidade, como corrida, ciclismo, natação e crossfit, desencadeia diferentes alterações no organismo que devem ser moduladas. Um treino de resistência, por exemplo, depende do uso de oxigênio no sistema musculoesquelético para fornecer energia. Essa ação oxidativa potencializa a produção de radicais livres, que são reativos, aumentando as defesas antioxidantes necessárias para proteger as células.

Quando há excesso de exercício físico com tempo reduzido de recuperação, o organismo tende a desenvolver uma condição chamada de estresse oxidativo. Tal condição afeta o equilíbrio corporal e desencadeia alterações na resposta imunológica que podem comprometer o rendimento esportivo. O overtrainning também pode acontecer em consequência ao excesso de volume e intensidade nos treinamentos, aumentando-se a importância de uma boa suplementação para o reforço da imunidade do atleta ou praticante de atividade física.

Inovação na suplementação esportiva com manejos clínicos!

Ao pensar em estratégias nutricionais, a melhor alternativa para prevenir desequilíbrios que reduzam a performance e aumentem o risco de desenvolver infecções e processos inflamatórios é a modulação imunológica com suplementos específicos à base de nutrientes e compostos bioativos.

Diferentes componentes com capacidade imunomoduladora vêm sendo estudados na literatura científica. Um estudo (2012) avaliou a eficácia da suplementação com betaglucana (Wellmune®) na imunossupressão induzida pós-exercício em 60 participantes do sexo feminino e masculino. Durante 10 dias, os grupos, divididos entre intervenção e placebo, foram avaliados em um modelo duplo-cego com período de 7 dias de retirada, em que utilizavam o suplemento ou placebo antes de uma sessão de ciclismo. A suplementação com betaglucana foi capaz de aumentar a produção de interleucinas anti-inflamatórias em duas horas após a utilização do extrato. Além disso, um aumento potencial de leucócitos (neutrófilos e monócitos) plasmáticos foi observado, com isso,  comprovando sua eficácia na modulação da imunidade.

Outro ingrediente que merece atenção quanto ao reforço imunológico é a cúrcuma ou açafrão-da-terra, que possui eficiência comprovada na manutenção da saúde por conta do seu principal bioativo: a curcumina. Ela atua como antioxidante e anti-inflamatório, sendo que o seu uso por praticantes de exercícios físicos parece ser vantajoso.

A New Millen fornece produtos da linha Clínica que atuam na regulação do equilíbrio corporal. Um deles que merece destaque é o Imuno Resist, um shot diário com a combinação de componentes nutritivos que auxiliam na melhora da imunidade. Conheça mais no site!

REFERÊNCIAS

BUFFON, M.C.M. et al. Avaliação da eficácia dos extratos de Malva sylvestris, Calêndula officinalis, Plantago major e Curcuma zedoarea no controle do crescimento das bactérias da placa dentária. Estudo in vitro. Revista Visão Acadêmica, v. 2, n. 1, p. 31-8, jan. 2001.

MARCHI, J.P. et al. Curcuma Longa L., o Açafrão Da Terra, e seus benefícios medicinais. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 20, n. 3, p. 189-194, set. 2016.

GUPTA, S.C. et al. Multitargeting by turmeric, the golden spice: from kitchen to clinic. Molecular Nutrition & Food Research, v. 57, n. 9, p. 1510-28, set. 2013.

KHALIQ, T. et al. Recent progress for the utilization of curcuma longa, Piper nigrum and Phoenix dactylifera seeds against type 2 diabetes. The West Indian Medical Journal, v. 64, n. 5, p. 527-532, abr. 2015.

DELECROIX, B. et al. Curcumin and Piperine Supplementation and Recovery Following Exercise Induced Muscle Damage: A Randomized Controlled Trial. Journal of Sports Science and Medicine, v. 16, p. 147-153, 2017.

A praticidade em repor energia e eletrólitos faz com que o gel de carboidrato seja geralmente um recurso ergogênico escolhido por atletas em provas de competições longas e treinos de alta intensidade e duração. Com muitas vantagens ao esportista, esse suplemento contribui para a melhora da performance e redução da fadiga física durante maratonas e treinamentos.

O suplemento em forma de gel é comumente encontrado com a composição de carboidratos de diferentes tipos de absorção, associados a eletrólitos (sódio, potássio) para evitar câimbras e repor, de forma adequada, esses nutrientes perdidos pelo suor. Estudos apontam os efeitos fisiológicos que a suplementação pode promover em atletas de elite.

Para isso, um estudo (HARPER et al., 2016) investigou os efeitos de desempenho esportivo com a suplementação de géis de carboidratos e eletrólitos a jogadores de futebol que realizaram um teste extra de 30 minutos de exercício específico da modalidade, após os 90 minutos de jogo.

Um total de 8 jogadores de uma academia inglesa realizaram 120 minutos de exercícios específicos para o futebol em duas ocasiões, enquanto consumiam bebidas com eletrólitos líquidos, antes do exercício, no intervalo e após 90 minutos. Foram divididos em um grupo que utilizou gel com eletrólitos e carboidratos e outro com gel placebo sem energia. A avaliação foi realizada através de amostras de sangue antes do exercício, no intervalo e a cada 15 minutos durante o exercício. Os desempenhos físicos (velocidade de sprint de 15 e 30 metros, altura de salto de manutenção e contramovimento) e técnico (drible de futebol) foram avaliados ao longo de cada tentativa.

Nos resultados, os autores observaram que a suplementação com géis eletrolíticos de carboidratos melhorou a precisão do drible e aumentou as concentrações de glicose no sangue, durante o prolongamento do jogo (30 minutos extras), evidenciado o aporte extra de energia da suplementação. A osmolaridade plasmática e as concentrações de sódio no sangue aumentaram após o exercício. Sendo assim, pôde-se concluir que a ingestão de gel com eletrólitos de carboidratos eleva a oferta de glicose que será convertida em mais energia, além de melhorar o desempenho esportivo em modalidade de alta intensidade, como o futebol.

REFERÊNCIAS

HARPER, L. et al. Physiological and performance effects of carbohydrate gels consumed prior to the extra-time period of prolonged simulated soccer match-play. J Sci Med Sport., v. 19, n. 6, p. 509-14, 2016.

HOFMAN, D. et al. Nutrition, Health, and Regulatory Aspects of Digestible Maltodextrins. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, v, 56, p. 2091-2100, 2016.

JEUKENDRUP, A. E. Carbohydrate intake during exercise and performance. Nutrition, v. 20, p. 669-677, 2004.

JOHNSON, R. K. et al. Dietary sugars intake and cardiovascular health a scientific statement from the american heart association. Circulation, v. 120, p. 1011-1020, 2009.

SHI, X. et al. Water and solute absorption from carbohydrate-electrolyte solutions in the human proximal small intestine: a review and statistical analysis. Int. J. Sport Nutr. Exer. Metabol., v. 20, p. 427-442. 2010.

FONTAN, J. et al. O uso do carboidrato antes da atividade física como recurso ergogênico: revisão sistemática. Rev Bras Med Esporte, v. 21, n. 2, p. 153-157, mar. 2015.

Uma especiaria que sempre foi explorada na culinária saudável, agora pode ser utilizada em forma de cápsulas! As vantagens de incluir cúrcuma na rotina são inúmeras, afinal ela é uma importante fonte de curcuminoides e componentes ativos com propriedades terapêuticas no organismo. A curcumina é um polifenol natural encontrado no rizoma da cúrcuma que demonstra eficácia nas ações antioxidantes, anti-inflamatórias, analgésicas e anticancerígenas. Conheça os mecanismos bioquímicos e seus benefícios para diferentes funções do corpo:

Curcumina e ação anti-inflamatória

A inflamação é considerada um processo relacionado ao estresse oxidativo, ambos com capacidade de gerar doenças crônicas e outras alterações patológicas. Sabe-se que as células inflamatórias liberam diferentes componentes reativos no local da inflamação, efeito que potencializa os danos celulares. Um desses componentes que merece ser ressaltado é o fator de necrose tumoral α (TNF-α), um importante mediador da inflamação. Estudos apontam que a curcumina presente na cúrcuma é capaz de bloquear a ativação desse componente inflamatório, minimizando os processos envolvidos na inflamação.

Curcumina e efeitos antioxidantes

Uma recente revisão bibliográfica, publicada em 2017, apontou que a curcumina é um polifenol capaz de melhorar os marcadores sistêmicos do estresse oxidatico, principalmente por aumentar as concentrações e atividades séricas de enzimas antioxidantes. A suplementação com curcuminoides, sobre parâmetros de estresse oxidativo, promove um efeito significativo nos níveis das principais enzimas antioxidantes corporais, como a superóxido dismutase (SOD), a catalase e a glutationa peroxidase (GSH), além de combater os danos provocados pelos radicais livres em excesso.

Todos esses efeitos são importantes para a prevenção de doenças crônicas, como as doenças cardiovasculares; doenças autoimunes, especialmente a artrite reumatoide, e doenças neurodegenerativas, com destaque ao Alzheimer.. As cápsulas de cúrcuma apresentam uma concentração maior de curcuminoides, com melhor biodisponibilidade. Ainda, é um complemento nutricional eficiente para praticantes de exercícios físicos extenuantes, uma vez que apresentam maior estresse oxidativo e processos inflamatórios

A New Millen está com a nova linha Clinical Series que conta com a Cúrcuma em cápsulas na lista de produtos destinados à saúde. Nela, você também encontra Ômega-3, Vitamina D e shot com nutrientes antioxidantes. Conheça os produtos no site!

REFERÊNCIAS

RAHIMNIA, A. et al. Impact of Supplementation with Curcuminoids on Systemic Inflammation in Patients with Knee Osteoarthritis: Findings from a Randomized Double-Blind Placebo-Controlled Trial. Drug Res., v. 65, n. 10, p. 521-5, oct. 2015.

SAHEBKAR, A. et al. Effect of curcuminoids on oxidative stress: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Journal of Functional Foods, v. 241, n. 1, 2015.

MENON, V.; SUDHEER, A. Antioxidant and anti-inflammatory properties of curcumin. Adv Exp Med Biol., v. 595, p. 105-25, 2007.

MARCHI, J.P. et al. Curcuma Longa L., o Açafrão Da Terra, e seus benefícios medicinais. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 20, n. 3, p. 189-194, set. 2016.

MENDES, M. F. O corpo no processo terapêutico. Physis, Rio de Janeiro, v. 21, n. 4, p. 1355-1367, dez. 2011.

SCHAFFER, M. et al. An update on Curcuma as a functional food in the control of cancer and inflammation. Curr Opin Clin Nutr Metab Care, v. 18, n. 6, p. 605-11, nov. 2015.

A palatinose, também chamada de isomaltulose, vem-se destacando na literatura científica por sua composição química e seu comportamento dentro do organismo. Ela é classificada como um dissacarídeo composto por monômeros de glicose e frutose que conferem sabor adocicado.  O sabor e a aparência são semelhantes ao da sacarose, apesar de seu poder de doçura corresponder à metade daquele atribuído à sacarose.

Com baixo índice glicêmico, a palatinose é destaque na suplementação antes do exercício físico atualmente. Tal fator se dá devido à sua estrutura ser mais estável, o que resulta em absorção lenta e pouca influência na liberação de insulina. Sua ação permite retardar a sensação de fadiga graças ao fornecimento de ATP em forma duradoura e contínua. Esse efeito poupa o glicogênio muscular e, por isso, seu consumo é recomendado antes do treino.

 

Comprovação da ciência sobre os efeitos da palatinose
Para comprovar os efeitos da palatinose na performance esportiva, um estudo avaliou os efeitos fisiológicos e o aumento do desempenho com a suplementação de isomaltulose e da maltodextrina, consumidas, de forma intermitente, durante um exercício prolongado específico de futebol. Para isso, 22 jogadores de futebol universitário realizaram uma prova de 120 minutos consumindo 8% de bebidas com carboidratos e eletrólitos, um composto por maltodextrina (alto índice glicêmico), outro com isomaltulose (baixo índice glicêmico) e um placebo sem carboidratos.

Os pesquisadores avaliaram o desempenho físico (sprinting, jumping) e técnico (tiro, drible) e, segundo os resultados, puderam observar que as concentrações de glicose e insulina no sangue variaram, sendo que, com isomaltulose, manteve-se um valor de 13% maior de concentrações de glicose no sangue entre 75 e 90 minutos, diferentemente da maltodextrina, que teve declínio na glicemia aos 60 minutos.

O grupo com isomaltulose, ainda, apresentou valores mais eficazes nas concentrações de epinefrina aos 90 e 120 minutos. Assim, puderam concluir que a isomaltulose manteve a glicose mais alta, diminuindo a magnitude da resposta glicêmica rebote induzida pelo exercício. Ou seja, é considerada uma estratégia nutricional promissora para modalidades esportivas.

 

REFERÊNCIAS
MARESCH, C. et al. Low Glycemic Index Prototype Isomaltulose—Update of Clinical Trials. Nutrients, v. 9, n. 391, p. 1-12, 2017.
OOSTHUYSE, T. et al. Ingesting Isomaltulose Versus Fructose-Maltodextrin During Prolonged Moderate-Heavy Exercise Increases Fat Oxidation but Impairs Gastrointestinal Comfort and Cycling Performance. Int J Sport Nutr Exerc Metab., v. 25, n. 5, p. 427-38, oct. 2015.
STEVENSON, E. et al. A comparison of isomaltulose versus maltodextrin ingestion during soccer-specific exercise. Eur J Appl Physiol., v. 117, p. 2321-2333, 2017.

Na busca do físico tão desejado, a inclusão de suplementos alimentares na dieta já faz parte da rotina das academias, sendo os suplementos proteicos os mais procurados.

Os praticantes de atividade física, principalmente, os de exercícios de força, possuem uma necessidade proteica aumentada, uma vez que esse nutriente participa diretamente do reparo de microlesões celulares decorrentes do treino. Diferentemente do que muitos pensam, o ganho de massa muscular não é proporcional ao consumo de fontes proteicas.

As doses que excedem à recomendação não irão promover maior anabolismo, uma vez que os tecidos possuem limites para acúmulo de proteína. Dessa forma, as proteínas não aproveitadas pelos tecidos serão utilizadas como fonte de energia, ou armazenadas no tecido adiposo, em forma de gordura.

Quem nunca escutou críticas de familiares e amigos sobre o seu suplemento proteico? O excesso de proteínas, assim como de gordura, pode causar uma sobrecarga metabólica, bem como prejudicar a qualidade das bactérias intestinais probióticas, visto que a alta produção de amônia durante a digestão proteica compromete a qualidade da microbiota e desencadeia maior crescimento de bactérias patogênicas.

Atualmente, a literatura científica considera a recomendação de proteína para atletas de força entre 1,2 e 1,7g/kg, levando em consideração todas as refeições ao longo do dia. O fato é que a suplementação com proteína, quando indicada por profissionais habilitados, respeitando as doses, individualidades e objetivos do paciente, é segura e promove resultados no desempenho do treino e no ganho de massa muscular.


REFERÊNCIAS

HERNANDEZ, Arnaldo José; NAHAS, Ricardo Munir. Modificações Dietéticas, Reposição Hídrica, Suplementos Alimentares e Drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 15, n. 3, p.3-12, jun. 2009.

TIRAPEGUI, Julio; CRUZAT, Vinicius Fernandes. Bioquímica da Nutrição no Esporte. In: COZZOLINO, Silvia Maria Franciscato; COMINETTI, Cristiane. Bases Bioquímicas e Fisiológicas da Nutrição. Barueri: Manole, 2013. p. 1172-1243.

No âmbito esportivo, é cada vez mais comum o consumo de alimentos/substâncias ergogênicos, isto é, produtos cujo objetivo é maximizar o desempenho a fim de melhorar a performance nos treinos e nas competições.

Recentemente, alimentos à base de nitrato têm sido associados ao aumento do rendimento em diversos esportes. O suco de beterraba industrializado, por exemplo, é apontado como uma bebida com alto potencial ergogênico em razão da elevada concentração de nitratos em sua composição e ao resultado positivo na melhora do desempenho em testes físicos. A beterraba é um vegetal rico em nitrato, elemento que, após a metabolização, disponibiliza, na corrente sanguínea, óxido nítrico (NO). Este, por sua vez, é um gás capaz de reduzir a pressão sistólica por meio do mecanismo de vasodilatação. Outros benefícios da ação do NO no organismo incluem a diminuição da agregação plaquetária e o aumento da eficiência mitocondrial.

Especificamente em atletas, a literatura tem visto que o NO produzido a partir da suplementação dietética de nitrato é capaz de agir na função mitocondrial, otimizando a produção de oxigênio durante a prática de exercícios. Alguns trabalhos apontam, ainda, que a suplementação com nitrato foi capaz de aumentar o tempo de exaustão durante exercícios de alta intensidade, melhorar a performance e reduzir significativamente o consumo de oxigênio pulmonar.

Em estudo de Nogueira e Viebig (2015), os autores avaliaram os efeitos ergogênicos do consumo do suco de beterraba no desempenho de atletas adolescentes praticantes de handebol. As atletas, divididas entre grupo placebo e grupo que recebeu o suco, realizaram teste de performance três horas após o consumo das bebidas. De acordo com os resultados, o consumo de suco de beterraba horas antes do esforço físico se mostrou eficiente na melhora do desempenho esportivo, com redução de 2,3% no tempo de execução do teste em comparação ao grupo que não tomou o suco.

Em dissertação de Bezerra (2017), o objetivo foi verificar o efeito da suplementação com nitrato dietético, na forma de suco de beterraba, como forma de potencializar a resposta pressórica pós-exercício em indivíduos homens normotensos e com obesidade. Os indivíduos foram divididos em três grupos e realizaram exercício do tipo aeróbio moderado por 40 minutos. Os resultados mostraram que a suplementação com suco de beterraba aumentou significativamente a concentração de NO plasmática e foi capaz de reduzir a pressão arterial pós-exercício.

Dessa forma, a suplementação dietética com nitrato, quando realizada sob orientação profissional, consiste em um instrumento eficiente para aumentar a performance física, reduzir a fadiga muscular, melhorar a vasodilatação e gerar energia de forma mais eficiente.

REFERÊNCIAS

BEZERRA, A.D.L. Efeito da suplementação de nitrato dietético na forma de uma dose aguda de suco de beterraba na resposta pressórica pós-exercício em homens com obesidade. 2017.93 fls. Dissertação (Pós-Graduação em Nutrição) – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017.

GHIARONE, T. et al. Suplementação de nitrato e sua relação com a formação de óxido nítrico e exercício físico. Acta Brasileira do Movimento Humano, v. 4, n. 4, p. 103-35, jul. 2014.

NOGUEIRA, T.R.; VIEBIG, R.F. Efeitos ergogênicos do consumo de suco de beterraba em adolescentes do gênero feminino praticantes de handebol. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 9, n. 56, p. 635-42, nov. 2015.

Utilizada com o objetivo de proteger o sistema imune e prevenir infecções, a glutamina é o aminoácido livre mais abundante no plasma e no tecido muscular, sendo esse último o principal envolvido em sua síntese.

Em situações de estresse, como na prática de exercícios físicos intensos, a síntese de glutamina pode ser prejudicada, reduzindo sua concentração plasmática; tal quadro conduz ao cenário de imunodepressão que ocorre, principalmente, em atletas de alta rendimento. A importância da glutamina para o sistema imune reside no fato de ela ser o principal precursor de energia e macromoléculas essenciais ao linfócito, célula do sistema imune. Dessa forma, a redução crônica da presença de glutamina, em decorrência de treinos pesados, implicaria no aumento da suscetibilidade dos atletas a infecções.

Treinos demasiadamente intensos e com tempo reduzido de recuperação aumentam o estresse metabólico. Embora o organismo se recupere continuamente a cada treino, lesões musculares contínuas provocam uma resposta inflamatória perene, agravando lesões subjacentes que comprometem a saúde e o desempenho dos indivíduos. Nesse sentido, a suplementação com glutamina tem o objetivo de restabelecer a homeostase do organismo, bem como atenuar a lesão e a imunossupressão após exercício aeróbio exaustivo.

Em trabalho de Raizel et al. (2018), os autores avaliaram os efeitos da suplementação com L-glutamina e L-alanina sobre mecanismos de lesão muscular, inflamação e proteção celular induzidos por exercício resistido. Os resultados mostraram que a L-glutamina se mostrou eficiente no aumento da concentração plasmática e muscular de glutamina. No entanto, embora o aminoácido traga benefícios ao sistema imune dos atletas, sabe-se que sua administração oral reduz a biodisponibilidade às células musculares e do sistema imune, uma vez que cerca de 50% de sua metabolização ocorre na mucosa intestinal e no fígado. Sendo assim, a opção pela administração de dipeptídeos de glutamina – como a L-glutamina – constitui-se em uma alternativa mais efetiva para a transposição da barreira intestinal.

Schöler e Krause (2017) ressaltam, ainda, que, durante o treino intenso e prolongado, a concentração de glutamina fica bastante reduzida, contribuindo para a diminuição da funcionalidade do sistema imune. A suplementação oral, durante ou logo após o exercício, pode contribuir para reestabelecer os níveis adequados desse aminoácido no organismo. Pode, também, contribuir para a manutenção de um balanço proteico positivo e atenuação do dano muscular induzido por exercício, agindo em parâmetros como perda de força e dor. Finalmente, o uso de glutamina pode aumentar a produção de glicose, sustentando a glicemia ao longo de treinos mais intensos.

Portanto, a utilização da suplementação de glutamina, sobretudo, na forma de L-glutamina, e, quando indicada por profissional especializado, pode trazer benefícios aos atletas de alto rendimento, logo, contribuindo para a minimização da inflamação, melhora da resposta imune e recuperação muscular eficiente.

REFERÊNCIAS

PAULA, S.L. et al. Glutamina como recurso ergogênico na prática do exercício físico. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 9, n. 51, p. 261-70, mai. 2015.

RAIZEL, R. et al. Citoproteção e inflamação: efeitos da suplementação com glutamina e alanina sobre a lesão muscular induzida pelo exercício resistido. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 12, n. 69, p. 109-15, jan. 2018.

SCHÖLER, C.M.; KRAUSE, M. Metabolismo da glutamina e Exercício Físico: aspectos gerais e perspectivas. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 25, n. 2, p. 166-75. 2017.

Os suplementos alimentares são produtos usados com a finalidade de complementar a dieta, como recursos ergogênicos que contribuem com o aumento da performance esportiva e garantem resultados mais assertivos.

Em 2011, a venda mundial de suplementos alimentares cresceu aproximadamente 14%. O mercado esportivo vem adaptando-se com a oferta de produtos de qualidade e eficácia para promoção dos benefícios esperados. A indicação de complementos nutricionais na prática esportiva é indicada em diferentes momentos e para diversos efeitos na composição corporal e no aumento do desempenho.

No período antes dos exercícios, recomenda-se a ingestão de produtos com componentes que promovem energia, potencializam a oferta de nutrientes aos músculos e que previnem a fadiga precoce. Dentre eles, destacam-se a cafeína, a taurina, os aminoácidos, os carboidratos e as vitaminas do complexo B.

A cafeína é um componente estimulante com diferentes propriedades que contribuem para a performance esportiva. Por meio de múltiplos mecanismos, atua na redução da utilização do glicogênio muscular durante a atividade física, elevando as taxas de ácidos graxos livres no sangue, além disso, estimula o sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta, bem como contribui ao metabolismo de energia.

Outro componente que merece destaque é a taurina, aminoácido eficaz no aumento da força muscular, pela ação moduladora dos níveis celulares de cálcio na excitação-contração do sistema musculoesquelético.

Aminoácidos específicos também atuam com benefícios durante o exercício físico, se utilizados como pré-treino. A arginina é precursora do óxido nítrico, uma substância que promove ação vasodilatadora e favorece a oferta de nutrientes ao tecido muscular. É um importante componente para ser incluso na rotina de suplementação de atletas e esportistas.

As vitaminas do complexo B, por sua vez, atuam como diferentes cofatores para enzimas relacionadas ao metabolismo energético corporal. Sua complementação antes do exercício é uma forma eficiente de potencializar a oferta de energia.

A união de cafeína, taurina, vitaminas do completo B, arginina e outros componentes em um suplemento antes do treino é uma importante estratégia que contribui para aumento da performance e resultados mais efetivos.

REFERÊNCIAS

EUROPEAN FOOD SAFETY AUTHORITY (EFSA). Scientific Opinion on the safety of caffeine. EFSA, Parma, Italy, v. 13, n. 5, p. 1-112, 2015.

ZHAO, E. H.; ERGUL, B.; ZHAO, W. Caffeine’s antioxidant potency optically sensed with double-stranded DNA-encased single-walled carbon nanotubes. J Phys Chem B., Washington, v. 119, n. 10, p. 4068-4075, 2015.

A creatina é o suplemento alimentar mais popular entre atletas e amadores de todas as modalidades esportivas, inclusive no fisiculturismo (esporte que tenho grande afinidade).

O corpo humano produz uma quantidade limitada de creatina através de processos metabólicos incluindo os aminoácidos glicina, arginina e metionina, e, em média, um homem de 75 kg, não sedentário, produz cerca de 2gr de creatina ao dia, com a finalidade básica de fornecer um suporte energético celular.

Garantimos, também, a oferta de creatina ao corpo através de nossa alimentação, especialmente das carnes. No entanto, o volume de alimento necessário para o fornecimento de uma quantidade significativa de creatina é muito grande, (1 kg de carne vermelha crua fornece cerca de 5 g de creatina) o que dificultaria o programa de performance de um atleta maratonista de alto rendimento por exemplo.

Organicamente falando, a suplementação de creatina garante o aumento de depósito muscular de fosfocreatina, o que resulta em maior quantidade total de energia estocada no músculo, fato que permite uma grande ressíntese de ATP (energia fundamental para contração muscular). Em razão disso que se atribui incremento de força e intensidade em treinamentos resistidos.

Diversos são os estudos que comprovam que as alterações na composição corporal com a suplementação de creatina estão associadas à promoção de retenção hídrica celular e/ou aumento na síntese proteica de uma forma positiva, o que significa que a suplementação bem elaborada da substancia, comprovadamente, GARANTE MÚSCULOS MAIORES E MAIS FORTES!

Por: Dr. ARTHUR RASQUERI

 

Referências

-TORRES-LEAL, F.L.; MARREIRO, D.N. Considerações sobre a participação da creatina no desempenho físico. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. 10(3).p.294-300, 2008.

-BATISTUZZO, J.A.O., ITAYA, M., ETO, Y. Formulário Medico Farmacêutico. 3ed, São Paulo: Pharmabooks, 2006.

-MAS, E.F. et al. Aspectos da Suplementação Oral de Creatina para Praticantes de Exercícios Físicos.

 

Com a grande disponibilidade de suplementos no mercado, a creatina se destaca como um dos mais utilizados entre praticantes de exercícios de elevada intensidade. Mas será que o suplemento é realmente eficiente para essa finalidade?

Composto nitrogenado produzido pelos rins, fígado e pâncreas, a creatina também é encontrada em alimentos de origem animal e utilizada como suplemento ergogênico com o objetivo de melhorar o desempenho físico, sobretudo, em exercícios intensos e de curta duração. Dentre suas funções, destaca-se o papel na contração muscular, uma vez que cerca de 90% desse composto encontra-se na musculatura esquelética. Durante o exercício, a quebra da creatina libera energia para a regeneração do trifosfato de adenosina (ATP), e sugere-se que a suplementação contribua para a manutenção dessa molécula no organismo em esforços físicos máximos.

Atualmente, o composto encontra-se disponível nas formas mono-hidratada, micronizada, alcalina, etil éster e fosfato e pode ser consumida em pó, gel, líquidos, barras e goma. A creatina fosfato – mais difícil de ser obtida – e a alcalina – menos consumida – são menos populares entre os consumidores. As formas micronizada e a mono-hidratada, por sua vez, possuem a melhor e a pior absorção intestinal, respectivamente. Já a absorção máxima pelo organismo ocorre quando se ingere o etil éster de creatina.

A literatura tem mostrado que a suplementação pode favorecer o aumento da potência muscular durante exercícios intermitentes e de intensidade elevada. Além disso, o uso regular de creatina, em doses controladas, possui a capacidade de aumentar a força da musculatura esquelética de forma significativa. Em estudo de revisão de Oliveira et al. (2017), o objetivo foi avaliar os efeitos da suplementação do componente sobre a composição corporal de praticantes de exercícios com pesos. A maioria dos estudos de revisão apontou que a creatina pode contribuir para o desempenho anaeróbio, para o aumento nos percentuais de força máxima, para a diminuição da fadiga e no aumento da massa magra.

Em revisão de Júnior et al. (2012), que investigou os efeitos da suplementação com creatina em praticantes de atividade física (atletas e esportistas), os autores observaram que, especificamente para exercícios de curta duração, alta intensidade e rápida recuperação, a creatina se mostrou eficiente para a melhora da performance, muito possivelmente em função do aumento da síntese de proteínas relacionadas à hipertrofia muscular, além de outros fatores relacionados

Portanto a literatura evidencia que o uso da creatina pode trazer resultados interessantes no que diz respeito ao aumento da força e da potência musculares, bem como na melhora do rendimento. No entanto, para que os benefícios sejam alcançados, é necessário que a suplementação ocorra de maneira individual e seja orientada por profissional especializado.

REFERÊNCIAS

COQUEIRO, A.Y. et al. Creatina como antioxidante em estados metabólicos envolvendo estresse oxidativo. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 11, n. 64, p. 128-37, jan. 2017.

JÚNIOR, M.P. et al. Eficiência da suplementação de creatina no desempenho físico humano. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 6, n. 32, p. 90-7, mar. 2012.

MORAIS, Camila Souza. Influência da associação entre suplementação com creatina e exercício físico intervalado sobre metabolismo glicêmico e indicadores de remodelação cardíaca em ratos. 2017. 51fls. Dissertação (Mestrado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste) – Faculdade de Medicina Fundação, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande – MS. 2017.

OLIVEIRA, L.M. et al. Efeitos da suplementação de creatina sobre a composição corporal de praticantes de exercícios físicos: uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 11, n. 61, p. 10-5, jan. 2017.