A palatinose, também chamada de isomaltulose, vem-se destacando na literatura científica por sua composição química e seu comportamento dentro do organismo. Ela é classificada como um dissacarídeo composto por monômeros de glicose e frutose que conferem sabor adocicado.  O sabor e a aparência são semelhantes ao da sacarose, apesar de seu poder de doçura corresponder à metade daquele atribuído à sacarose.

Com baixo índice glicêmico, a palatinose é destaque na suplementação antes do exercício físico atualmente. Tal fator se dá devido à sua estrutura ser mais estável, o que resulta em absorção lenta e pouca influência na liberação de insulina. Sua ação permite retardar a sensação de fadiga graças ao fornecimento de ATP em forma duradoura e contínua. Esse efeito poupa o glicogênio muscular e, por isso, seu consumo é recomendado antes do treino.

 

Comprovação da ciência sobre os efeitos da palatinose
Para comprovar os efeitos da palatinose na performance esportiva, um estudo avaliou os efeitos fisiológicos e o aumento do desempenho com a suplementação de isomaltulose e da maltodextrina, consumidas, de forma intermitente, durante um exercício prolongado específico de futebol. Para isso, 22 jogadores de futebol universitário realizaram uma prova de 120 minutos consumindo 8% de bebidas com carboidratos e eletrólitos, um composto por maltodextrina (alto índice glicêmico), outro com isomaltulose (baixo índice glicêmico) e um placebo sem carboidratos.

Os pesquisadores avaliaram o desempenho físico (sprinting, jumping) e técnico (tiro, drible) e, segundo os resultados, puderam observar que as concentrações de glicose e insulina no sangue variaram, sendo que, com isomaltulose, manteve-se um valor de 13% maior de concentrações de glicose no sangue entre 75 e 90 minutos, diferentemente da maltodextrina, que teve declínio na glicemia aos 60 minutos.

O grupo com isomaltulose, ainda, apresentou valores mais eficazes nas concentrações de epinefrina aos 90 e 120 minutos. Assim, puderam concluir que a isomaltulose manteve a glicose mais alta, diminuindo a magnitude da resposta glicêmica rebote induzida pelo exercício. Ou seja, é considerada uma estratégia nutricional promissora para modalidades esportivas.

 

REFERÊNCIAS
MARESCH, C. et al. Low Glycemic Index Prototype Isomaltulose—Update of Clinical Trials. Nutrients, v. 9, n. 391, p. 1-12, 2017.
OOSTHUYSE, T. et al. Ingesting Isomaltulose Versus Fructose-Maltodextrin During Prolonged Moderate-Heavy Exercise Increases Fat Oxidation but Impairs Gastrointestinal Comfort and Cycling Performance. Int J Sport Nutr Exerc Metab., v. 25, n. 5, p. 427-38, oct. 2015.
STEVENSON, E. et al. A comparison of isomaltulose versus maltodextrin ingestion during soccer-specific exercise. Eur J Appl Physiol., v. 117, p. 2321-2333, 2017.

Na busca do físico tão desejado, a inclusão de suplementos alimentares na dieta já faz parte da rotina das academias, sendo os suplementos proteicos os mais procurados.

Os praticantes de atividade física, principalmente, os de exercícios de força, possuem uma necessidade proteica aumentada, uma vez que esse nutriente participa diretamente do reparo de microlesões celulares decorrentes do treino. Diferentemente do que muitos pensam, o ganho de massa muscular não é proporcional ao consumo de fontes proteicas.

As doses que excedem à recomendação não irão promover maior anabolismo, uma vez que os tecidos possuem limites para acúmulo de proteína. Dessa forma, as proteínas não aproveitadas pelos tecidos serão utilizadas como fonte de energia, ou armazenadas no tecido adiposo, em forma de gordura.

Quem nunca escutou críticas de familiares e amigos sobre o seu suplemento proteico? O excesso de proteínas, assim como de gordura, pode causar uma sobrecarga metabólica, bem como prejudicar a qualidade das bactérias intestinais probióticas, visto que a alta produção de amônia durante a digestão proteica compromete a qualidade da microbiota e desencadeia maior crescimento de bactérias patogênicas.

Atualmente, a literatura científica considera a recomendação de proteína para atletas de força entre 1,2 e 1,7g/kg, levando em consideração todas as refeições ao longo do dia. O fato é que a suplementação com proteína, quando indicada por profissionais habilitados, respeitando as doses, individualidades e objetivos do paciente, é segura e promove resultados no desempenho do treino e no ganho de massa muscular.


REFERÊNCIAS

HERNANDEZ, Arnaldo José; NAHAS, Ricardo Munir. Modificações Dietéticas, Reposição Hídrica, Suplementos Alimentares e Drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 15, n. 3, p.3-12, jun. 2009.

TIRAPEGUI, Julio; CRUZAT, Vinicius Fernandes. Bioquímica da Nutrição no Esporte. In: COZZOLINO, Silvia Maria Franciscato; COMINETTI, Cristiane. Bases Bioquímicas e Fisiológicas da Nutrição. Barueri: Manole, 2013. p. 1172-1243.

No âmbito esportivo, é cada vez mais comum o consumo de alimentos/substâncias ergogênicos, isto é, produtos cujo objetivo é maximizar o desempenho a fim de melhorar a performance nos treinos e nas competições.

Recentemente, alimentos à base de nitrato têm sido associados ao aumento do rendimento em diversos esportes. O suco de beterraba industrializado, por exemplo, é apontado como uma bebida com alto potencial ergogênico em razão da elevada concentração de nitratos em sua composição e ao resultado positivo na melhora do desempenho em testes físicos. A beterraba é um vegetal rico em nitrato, elemento que, após a metabolização, disponibiliza, na corrente sanguínea, óxido nítrico (NO). Este, por sua vez, é um gás capaz de reduzir a pressão sistólica por meio do mecanismo de vasodilatação. Outros benefícios da ação do NO no organismo incluem a diminuição da agregação plaquetária e o aumento da eficiência mitocondrial.

Especificamente em atletas, a literatura tem visto que o NO produzido a partir da suplementação dietética de nitrato é capaz de agir na função mitocondrial, otimizando a produção de oxigênio durante a prática de exercícios. Alguns trabalhos apontam, ainda, que a suplementação com nitrato foi capaz de aumentar o tempo de exaustão durante exercícios de alta intensidade, melhorar a performance e reduzir significativamente o consumo de oxigênio pulmonar.

Em estudo de Nogueira e Viebig (2015), os autores avaliaram os efeitos ergogênicos do consumo do suco de beterraba no desempenho de atletas adolescentes praticantes de handebol. As atletas, divididas entre grupo placebo e grupo que recebeu o suco, realizaram teste de performance três horas após o consumo das bebidas. De acordo com os resultados, o consumo de suco de beterraba horas antes do esforço físico se mostrou eficiente na melhora do desempenho esportivo, com redução de 2,3% no tempo de execução do teste em comparação ao grupo que não tomou o suco.

Em dissertação de Bezerra (2017), o objetivo foi verificar o efeito da suplementação com nitrato dietético, na forma de suco de beterraba, como forma de potencializar a resposta pressórica pós-exercício em indivíduos homens normotensos e com obesidade. Os indivíduos foram divididos em três grupos e realizaram exercício do tipo aeróbio moderado por 40 minutos. Os resultados mostraram que a suplementação com suco de beterraba aumentou significativamente a concentração de NO plasmática e foi capaz de reduzir a pressão arterial pós-exercício.

Dessa forma, a suplementação dietética com nitrato, quando realizada sob orientação profissional, consiste em um instrumento eficiente para aumentar a performance física, reduzir a fadiga muscular, melhorar a vasodilatação e gerar energia de forma mais eficiente.

REFERÊNCIAS

BEZERRA, A.D.L. Efeito da suplementação de nitrato dietético na forma de uma dose aguda de suco de beterraba na resposta pressórica pós-exercício em homens com obesidade. 2017.93 fls. Dissertação (Pós-Graduação em Nutrição) – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017.

GHIARONE, T. et al. Suplementação de nitrato e sua relação com a formação de óxido nítrico e exercício físico. Acta Brasileira do Movimento Humano, v. 4, n. 4, p. 103-35, jul. 2014.

NOGUEIRA, T.R.; VIEBIG, R.F. Efeitos ergogênicos do consumo de suco de beterraba em adolescentes do gênero feminino praticantes de handebol. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 9, n. 56, p. 635-42, nov. 2015.

Utilizada com o objetivo de proteger o sistema imune e prevenir infecções, a glutamina é o aminoácido livre mais abundante no plasma e no tecido muscular, sendo esse último o principal envolvido em sua síntese.

Em situações de estresse, como na prática de exercícios físicos intensos, a síntese de glutamina pode ser prejudicada, reduzindo sua concentração plasmática; tal quadro conduz ao cenário de imunodepressão que ocorre, principalmente, em atletas de alta rendimento. A importância da glutamina para o sistema imune reside no fato de ela ser o principal precursor de energia e macromoléculas essenciais ao linfócito, célula do sistema imune. Dessa forma, a redução crônica da presença de glutamina, em decorrência de treinos pesados, implicaria no aumento da suscetibilidade dos atletas a infecções.

Treinos demasiadamente intensos e com tempo reduzido de recuperação aumentam o estresse metabólico. Embora o organismo se recupere continuamente a cada treino, lesões musculares contínuas provocam uma resposta inflamatória perene, agravando lesões subjacentes que comprometem a saúde e o desempenho dos indivíduos. Nesse sentido, a suplementação com glutamina tem o objetivo de restabelecer a homeostase do organismo, bem como atenuar a lesão e a imunossupressão após exercício aeróbio exaustivo.

Em trabalho de Raizel et al. (2018), os autores avaliaram os efeitos da suplementação com L-glutamina e L-alanina sobre mecanismos de lesão muscular, inflamação e proteção celular induzidos por exercício resistido. Os resultados mostraram que a L-glutamina se mostrou eficiente no aumento da concentração plasmática e muscular de glutamina. No entanto, embora o aminoácido traga benefícios ao sistema imune dos atletas, sabe-se que sua administração oral reduz a biodisponibilidade às células musculares e do sistema imune, uma vez que cerca de 50% de sua metabolização ocorre na mucosa intestinal e no fígado. Sendo assim, a opção pela administração de dipeptídeos de glutamina – como a L-glutamina – constitui-se em uma alternativa mais efetiva para a transposição da barreira intestinal.

Schöler e Krause (2017) ressaltam, ainda, que, durante o treino intenso e prolongado, a concentração de glutamina fica bastante reduzida, contribuindo para a diminuição da funcionalidade do sistema imune. A suplementação oral, durante ou logo após o exercício, pode contribuir para reestabelecer os níveis adequados desse aminoácido no organismo. Pode, também, contribuir para a manutenção de um balanço proteico positivo e atenuação do dano muscular induzido por exercício, agindo em parâmetros como perda de força e dor. Finalmente, o uso de glutamina pode aumentar a produção de glicose, sustentando a glicemia ao longo de treinos mais intensos.

Portanto, a utilização da suplementação de glutamina, sobretudo, na forma de L-glutamina, e, quando indicada por profissional especializado, pode trazer benefícios aos atletas de alto rendimento, logo, contribuindo para a minimização da inflamação, melhora da resposta imune e recuperação muscular eficiente.

REFERÊNCIAS

PAULA, S.L. et al. Glutamina como recurso ergogênico na prática do exercício físico. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 9, n. 51, p. 261-70, mai. 2015.

RAIZEL, R. et al. Citoproteção e inflamação: efeitos da suplementação com glutamina e alanina sobre a lesão muscular induzida pelo exercício resistido. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 12, n. 69, p. 109-15, jan. 2018.

SCHÖLER, C.M.; KRAUSE, M. Metabolismo da glutamina e Exercício Físico: aspectos gerais e perspectivas. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 25, n. 2, p. 166-75. 2017.

Os suplementos alimentares são produtos usados com a finalidade de complementar a dieta, como recursos ergogênicos que contribuem com o aumento da performance esportiva e garantem resultados mais assertivos.

Em 2011, a venda mundial de suplementos alimentares cresceu aproximadamente 14%. O mercado esportivo vem adaptando-se com a oferta de produtos de qualidade e eficácia para promoção dos benefícios esperados. A indicação de complementos nutricionais na prática esportiva é indicada em diferentes momentos e para diversos efeitos na composição corporal e no aumento do desempenho.

No período antes dos exercícios, recomenda-se a ingestão de produtos com componentes que promovem energia, potencializam a oferta de nutrientes aos músculos e que previnem a fadiga precoce. Dentre eles, destacam-se a cafeína, a taurina, os aminoácidos, os carboidratos e as vitaminas do complexo B.

A cafeína é um componente estimulante com diferentes propriedades que contribuem para a performance esportiva. Por meio de múltiplos mecanismos, atua na redução da utilização do glicogênio muscular durante a atividade física, elevando as taxas de ácidos graxos livres no sangue, além disso, estimula o sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta, bem como contribui ao metabolismo de energia.

Outro componente que merece destaque é a taurina, aminoácido eficaz no aumento da força muscular, pela ação moduladora dos níveis celulares de cálcio na excitação-contração do sistema musculoesquelético.

Aminoácidos específicos também atuam com benefícios durante o exercício físico, se utilizados como pré-treino. A arginina é precursora do óxido nítrico, uma substância que promove ação vasodilatadora e favorece a oferta de nutrientes ao tecido muscular. É um importante componente para ser incluso na rotina de suplementação de atletas e esportistas.

As vitaminas do complexo B, por sua vez, atuam como diferentes cofatores para enzimas relacionadas ao metabolismo energético corporal. Sua complementação antes do exercício é uma forma eficiente de potencializar a oferta de energia.

A união de cafeína, taurina, vitaminas do completo B, arginina e outros componentes em um suplemento antes do treino é uma importante estratégia que contribui para aumento da performance e resultados mais efetivos.

REFERÊNCIAS

EUROPEAN FOOD SAFETY AUTHORITY (EFSA). Scientific Opinion on the safety of caffeine. EFSA, Parma, Italy, v. 13, n. 5, p. 1-112, 2015.

ZHAO, E. H.; ERGUL, B.; ZHAO, W. Caffeine’s antioxidant potency optically sensed with double-stranded DNA-encased single-walled carbon nanotubes. J Phys Chem B., Washington, v. 119, n. 10, p. 4068-4075, 2015.

A creatina é o suplemento alimentar mais popular entre atletas e amadores de todas as modalidades esportivas, inclusive no fisiculturismo (esporte que tenho grande afinidade).

O corpo humano produz uma quantidade limitada de creatina através de processos metabólicos incluindo os aminoácidos glicina, arginina e metionina, e, em média, um homem de 75 kg, não sedentário, produz cerca de 2gr de creatina ao dia, com a finalidade básica de fornecer um suporte energético celular.

Garantimos, também, a oferta de creatina ao corpo através de nossa alimentação, especialmente das carnes. No entanto, o volume de alimento necessário para o fornecimento de uma quantidade significativa de creatina é muito grande, (1 kg de carne vermelha crua fornece cerca de 5 g de creatina) o que dificultaria o programa de performance de um atleta maratonista de alto rendimento por exemplo.

Organicamente falando, a suplementação de creatina garante o aumento de depósito muscular de fosfocreatina, o que resulta em maior quantidade total de energia estocada no músculo, fato que permite uma grande ressíntese de ATP (energia fundamental para contração muscular). Em razão disso que se atribui incremento de força e intensidade em treinamentos resistidos.

Diversos são os estudos que comprovam que as alterações na composição corporal com a suplementação de creatina estão associadas à promoção de retenção hídrica celular e/ou aumento na síntese proteica de uma forma positiva, o que significa que a suplementação bem elaborada da substancia, comprovadamente, GARANTE MÚSCULOS MAIORES E MAIS FORTES!

Por: Dr. ARTHUR RASQUERI

 

Referências

-TORRES-LEAL, F.L.; MARREIRO, D.N. Considerações sobre a participação da creatina no desempenho físico. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. 10(3).p.294-300, 2008.

-BATISTUZZO, J.A.O., ITAYA, M., ETO, Y. Formulário Medico Farmacêutico. 3ed, São Paulo: Pharmabooks, 2006.

-MAS, E.F. et al. Aspectos da Suplementação Oral de Creatina para Praticantes de Exercícios Físicos.

 

Com a grande disponibilidade de suplementos no mercado, a creatina se destaca como um dos mais utilizados entre praticantes de exercícios de elevada intensidade. Mas será que o suplemento é realmente eficiente para essa finalidade?

Composto nitrogenado produzido pelos rins, fígado e pâncreas, a creatina também é encontrada em alimentos de origem animal e utilizada como suplemento ergogênico com o objetivo de melhorar o desempenho físico, sobretudo, em exercícios intensos e de curta duração. Dentre suas funções, destaca-se o papel na contração muscular, uma vez que cerca de 90% desse composto encontra-se na musculatura esquelética. Durante o exercício, a quebra da creatina libera energia para a regeneração do trifosfato de adenosina (ATP), e sugere-se que a suplementação contribua para a manutenção dessa molécula no organismo em esforços físicos máximos.

Atualmente, o composto encontra-se disponível nas formas mono-hidratada, micronizada, alcalina, etil éster e fosfato e pode ser consumida em pó, gel, líquidos, barras e goma. A creatina fosfato – mais difícil de ser obtida – e a alcalina – menos consumida – são menos populares entre os consumidores. As formas micronizada e a mono-hidratada, por sua vez, possuem a melhor e a pior absorção intestinal, respectivamente. Já a absorção máxima pelo organismo ocorre quando se ingere o etil éster de creatina.

A literatura tem mostrado que a suplementação pode favorecer o aumento da potência muscular durante exercícios intermitentes e de intensidade elevada. Além disso, o uso regular de creatina, em doses controladas, possui a capacidade de aumentar a força da musculatura esquelética de forma significativa. Em estudo de revisão de Oliveira et al. (2017), o objetivo foi avaliar os efeitos da suplementação do componente sobre a composição corporal de praticantes de exercícios com pesos. A maioria dos estudos de revisão apontou que a creatina pode contribuir para o desempenho anaeróbio, para o aumento nos percentuais de força máxima, para a diminuição da fadiga e no aumento da massa magra.

Em revisão de Júnior et al. (2012), que investigou os efeitos da suplementação com creatina em praticantes de atividade física (atletas e esportistas), os autores observaram que, especificamente para exercícios de curta duração, alta intensidade e rápida recuperação, a creatina se mostrou eficiente para a melhora da performance, muito possivelmente em função do aumento da síntese de proteínas relacionadas à hipertrofia muscular, além de outros fatores relacionados

Portanto a literatura evidencia que o uso da creatina pode trazer resultados interessantes no que diz respeito ao aumento da força e da potência musculares, bem como na melhora do rendimento. No entanto, para que os benefícios sejam alcançados, é necessário que a suplementação ocorra de maneira individual e seja orientada por profissional especializado.

REFERÊNCIAS

COQUEIRO, A.Y. et al. Creatina como antioxidante em estados metabólicos envolvendo estresse oxidativo. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 11, n. 64, p. 128-37, jan. 2017.

JÚNIOR, M.P. et al. Eficiência da suplementação de creatina no desempenho físico humano. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 6, n. 32, p. 90-7, mar. 2012.

MORAIS, Camila Souza. Influência da associação entre suplementação com creatina e exercício físico intervalado sobre metabolismo glicêmico e indicadores de remodelação cardíaca em ratos. 2017. 51fls. Dissertação (Mestrado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste) – Faculdade de Medicina Fundação, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande – MS. 2017.

OLIVEIRA, L.M. et al. Efeitos da suplementação de creatina sobre a composição corporal de praticantes de exercícios físicos: uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 11, n. 61, p. 10-5, jan. 2017.

BCAA auxilia no desempenho e rendimento do treino

Nem só de treino viverá o monstro! É importante saber a importância de outros suplementos para o aumento de desempenho, como os aminoácidos. Para isso, separamos algumas dicas para turbinar os seus objetivos!

Os aminoácidos são cada vez mais utilizados, principalmente por atletas de alta performance que buscam estratégias no aumento do desempenho.

Entre os mais frequentes prática esportiva estão os de cadeia ramificada, considerados recursos ergogênicos para atividades de endurance e força, e que devem ser obtidos por meio da alimentação e suplementação, já que o corpo não os produz.

Aminoácidos + treino

O exercício físico regular tem a capacidade de influenciar o metabolismo de proteínas e aminoácidos e a captação de diversos aminoácidos, especialmente o BCAA (isoleucina, leucina e valina) pelo tecido muscular.

Também auxiliam na manutenção da proteína corporal e na recuperação muscular, e, ainda possuem efeitos terapêuticos que ajudam a evitar a perda de massa magra durante programas de emagrecimento, além de favorecer o processo de cicatrização.

#Lançamento New Millen
Agora que você já sabe de tudo isso, se liga na novidade #NewMillen!
Um lançamento para você ter em qualquer lugar! BCAA drops, em doses individuais, mastigável e à base de aminoácidos de cadeia ramificada. Apresenta alta concentração de Leucina, Isoleucina e Valina.

#PraFicarGrande
-Indicado para quem busca hipertrofia muscular, atuando como anticatabólico

#DepoisDoTreino
-Contribui na recuperação do músculo pós-treino.

#Natural
-Possui sabor tangerina e é com aroma e corantes naturais.

#Palatinose
O produto tem, em sua composição, a Palatinose – um carboidrato inteligente capaz de proporcionar energia de forma duradoura sem provocar picos glicêmicos.

O consumo deste aminoácido ajuda na melhora do desempenho físico e diminuição da fadiga muscular

#SeLiga!

Nas últimas décadas algumas mudanças aconteceram em relação aos recursos ergogênicos e suplementos utilizados por quem pratica atividade física. Isso aconteceu principalmente por causa das pesquisas científicas sobre os efeitos destes produtos, e colaborou para que esse mercado expandisse cada vez mais e que surgissem diferentes opções para os variados objetivos.

O que a Arginina tem a ver com o treino?

O consumo de arginina, por exemplo, tem sido associado à melhora do desempenho físico por minimização da fadiga muscular. O efeito acontece  por causa da vasodilatação ocasionada pelo óxido nítrico, resultando no crescimento da oferta de nutrientes ao musculo.

Como é o processo da tal Arginina?

O óxido nítrico (NO) é produzido no organismo humano a partir da L-arginina. Diante disso, a sua suplementação é relacionada à melhora da função contrátil do músculo esquelético e da resistência à fadiga em indivíduos fisicamente ativos. O NO tem como ação a dilatação dos vasos sanguíneos que, por sua vez, contribui com a oferta maior de nutrientes aos tecidos, especialmente o muscular. Esse benefício leva a uma síntese proteica e recuperação pós-treinamento.

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Agora que você é um monstro #atualizado, se liga na #Novidade New Millen!

O NO2, à base do aminoácido L Arginina, merece ser destaque no dia a dia do esportista e atleta.

💪 Possui 3,8 g de arginina por porção,

💪 #Fibrado: Contribui para a vasodilatação– aumento do calibre das veias, facilitando o transporte do sangue e nutrientes para o tecido muscular.

💪 Ajuda na manutenção da capacidade de concentração;

💪 Diminuição da fadiga, recuperação muscular e manutenção da pressão arterial.

A glutamina é um aminoácido não essencial que participa do metabolismo proteico e do transporte de nitrogênio pelos tecidos humanos.  A denominação “não essencial“, deve-se ao fato de que o organismo ser capaz de sintetizá-lo a partir de outros aminoácidos

É um dos aminoácidos mais abundantes no plasma e nos músculos e sabemos que as células do intestino, sistema imunológico e rins são consumidoras de glutamina, fato que tem sido muito pesquisado principalmente quanto à possibilidade de se tornar essencial em casos de demanda aumentada

Apesar de nossa capacidade de síntese, a concentração de glutamina no sangue cai significativamente em situações de extremo estresse metabólico como a atividade física prolongada de alta intensidade, doenças infecciosas complexas, neoplasias e síndromes consumptivas, levando a um estado de depleção acentuada desse aminoácido.

Esta redução, se sustentada por período prolongado, está intimamente correlacionada ao aumento da mortalidade no caso de doenças, aumento de infecções respiratórias, redução da permeabilidade trófica intestinal e perda de performance atlética no caso de praticantes de atividade física de alto rendimento.

A suplementação do aminoácido, frequentemente é indispensável e deve ser indicada por profissional nutricionista ou médico, levando-se em consideração toda a individualidade metabólica, ingestão alimentar, nuances patológicas, atividade física e as fases do treinamento.

Referências:

Roth E. Nonnutritive effects of glutamine. J Nutr. 2008; 138(10):2025S-2031S

Souba WW. Glutamine: a key substrate for the splanchnic bed. Annu Ver Nutr; 1991, 11: 309-24.

Souba WW. Interorgan ammonia metabolism in health and disease: a surgeon’s view. J Parenter Enter Nutr; 1987, 11:569.

Elwyn DH , Parikh HC , Shoemaker WC. Amino acid movements between gut, liver and periphery in unanesthetized dogs. Am J Phisiol; 1968, 215: 1260-75

Por: Dr Arthur Rasqueri