Creatina: apenas para atletas?

A creatina é uma amina nitrogenada que é sintetizada no fígado, nos rins e no pâncreas, a partir dos aminoácidos arginina, glicina e metionina ou fornecida ao organismo através da alimentação, sendo encontrada nas carnes ou outros produtos de origem animal ou por meio de suplementos. A necessidade diária de creatina é de aproximadamente 2 a 3g, sendo que cerca de 1g é ingerido através da alimentação/suplementos e o restante é sintetizado pelo organismo. Aproximadamente 95% dela encontram-se no sistema musculoesquelético e o restante está distribuído especialmente em coração, cérebro e testículos. Somente 40% dela encontram-se livres, e a maior parte está na forma combinada com moléculas de fosfato.

A principal função da creatina é fornecer energia de forma rápida aos músculos para que haja contração muscular. Além disso, é importante para a transferência de energia da mitocôndria para o citosol, ação antioxidante prevenindo o estresse oxidativo, manutenção do pH e ativação da glicólise e glicogenólise. Seus efeitos, além daqueles já relatados em relação aos praticantes de exercício físico, também, são estudados em relação aos idosos, principalmente como tratamento auxiliar da sarcopenia.

A sarcopenia relacionada ao envelhecimento refere-se a uma redução da massa e função muscular associada a uma perda de massa óssea, contribuindo para o aumento do risco de queda, diminuição da independência, aumento do isolamento e depressão, podendo levar até a morte. Assim, formas de melhorar esse quadro são fundamentais, já que contribuem para a melhora da qualidade de vida dos idosos.

Uma revisão conduzida por Candow  et al. (2019) reuniu estudos que avaliassem a eficácia da creatina no aumento da massa muscular e óssea. Como conclusão, os autores observaram que os idosos que receberam essa suplementação, realizando ou não treinamento de força, apresentaram potencial aumento da massa e força muscular, além de reduzir o risco de queda, podendo, inclusive, atenuar a perda de densidade mineral óssea.

Além desse estudo, Candow, Chilibeck e Forbes (2013) também realizaram uma meta-análise que concluiu pelo potencial efeito positivo da creatina no aumento da força e da massa muscular.  Uma meta-análise conduzida por Gualano et al. (2016) indicou o efeito positivo da creatina na redução da perda de massa e força muscular, com ou sem treino de resistência, além de observarem uma possível ação benéfica dessa amina no osso e também no metabolismo cerebral.

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REFERÊNCIAS

PASCHOAL V.; NAVES A., Tratado de Nutrição Esportiva Funcional. São Paulo: Roca, 2014.

SUMIEN, N.; SHETTY, R. A.; GONZALES, E. B. Creatine, Creatine Kinase, and Aging. Biochemistry and Cell Biology of Ageing: Part I Biomedical Science, v. 90, p. 145-168, 2018.

CANDOW, D. G. et al. Effectiveness of Creatine Supplementation on Aging Muscle and Bone: Focus on Falls Prevention and Inflammation. Journal of Clinical Medicine, v. 8, n.4, p.488, 2019.

CANDOW, D. G.; CHILIBECK, P. D.; FORBES, S. C. Creatine supplementation and aging musculoskeletal health. Endocrine, v. 45, n. 3, p.354–361, 2013.

GUALANO, B. et al. Creatine supplementation in the aging population: effects on skeletal muscle, bone and brain. Amino Acids, v. 48, n. 8, p. 1793–1805, 2016.

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