O exercício físico intenso pode ocasionar diminuição da força e aumento da geração de fadiga ‒ o que compromete o desempenho ‒ após um período de execução. A literatura científica demonstra que a suplementação de determinados componentes pode favorecer a prevenção desse quadro de fadiga precoce por meio de aminoácidos que induzem mudanças metabólicas, entre eles, a arginina, associadamente a compostos antioxidantes como a vitamina, que desempenha papel importante na minimização de câimbras musculares.

Dos mecanismos propostos que associam a prática de exercícios físicos de alta intensidade ao desenvolvimento de fadiga, é possível destacar o aumento da suscetibilidade a lesões ocasionadas pela chamada síndrome de overtraining, que acontece em razão da síntese exacerbada de espécies reativas de oxigênio e radicais livres celulares.

O uso de suplementos à base de L-arginina vem crescendo na prescrição de profissionais de saúde, sobretudo, na forma de aspartato. Um estudo (2018) determinou os efeitos da suplementação de arginina no desempenho e na recuperação anaeróbica, com 28 jogadores de futebol masculino que participavam de ligas amadoras. Os voluntários foram aleatoriamente selecionados para grupo de intervenção e grupo placebo. O período teve duração de 14 dias com consumo de 6 gramas de arginina. As variáveis medidas foram: níveis de capacidade antropométrica, bioquímica e anaeróbica e, após o teste, dosagem dos níveis de ácido lático e frequência cardíaca até o décimo minuto de recuperação.

Os resultados, após o período destinado à intervenção, destacaram redução das concentrações de lactato pós-suplementação, além de uma significativa diminuição de enzimas hepáticas. O estudo pôde demonstrar que a arginina tem a eficácia de acelerar a excreção de ácido lático corporal e recuperar rapidamente lesões musculares.

E a vitamina C, qual seu papel?

O papel da vitamina C como antioxidante é relacionado à modulação do estresse oxidativo. Além da captação de radicais livres, a vitamina C pode modificar a diferenciação celular e a expressão de genes envolvidos na resposta inflamatória. Já a sua deficiência resulta em câimbras musculares e fraqueza, sintomas que prejudicam o desempenho físico.

Energy C é um produto da linha Clinical Series formulado com aspartato de arginina e vitamina C, tendo como diferencial a apresentação em forma de cápsula vegetal (Vcaps). Sua composição ajuda na promoção de benefícios associados à redução da fadiga física por evitar o acúmulo de amônia no organismo, além de potencializar a ação antioxidante.

Referências

MOR, A. et al. Effect of arginine supplementation on footballers’ anaerobic performance and recovery. Progress in Nutrition, v. 20, n. 1, p. 104-112, 2018.

SALES, R. et al. Efeitos da suplementação aguda de aspartato de arginina na fadiga muscular em voluntários treinados. Rev Bras Med Esporte, v. 11, n. 6, Nov./Dez. 2005.

DINIZ, T. et al. Benefícios do consumo de micronutrientes no período de pré e pós-treino por praticantes de atividade física: uma revisão. Conbracis: Realize. Disponível em: <http://www.editorarealize.com.br/revistas/conbracis/trabalhos/TRABALHO_EV108_MD1_SA6_ID2358_16052018153719.pdf>. Acesso em: 08 mar. 2019.

CORONADO, H. M, et al. Antioxidantes: perspectiva actual para la salud humana. Rev Child Nutr., v. 42, n. 2, p.206-212, 2015.

TEIXEIRA, M. G. et al. Consumo de antioxidantes em participantes do ELSA-Brasil: resultados da linha de base. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 19, n. 1, p.149-159, 2016.

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