A palatinose, também chamada de isomaltulose, vem-se destacando na literatura científica por sua composição química e seu comportamento dentro do organismo. Ela é classificada como um dissacarídeo composto por monômeros de glicose e frutose que conferem sabor adocicado.  O sabor e a aparência são semelhantes ao da sacarose, apesar de seu poder de doçura corresponder à metade daquele atribuído à sacarose.

Com baixo índice glicêmico, a palatinose é destaque na suplementação antes do exercício físico atualmente. Tal fator se dá devido à sua estrutura ser mais estável, o que resulta em absorção lenta e pouca influência na liberação de insulina. Sua ação permite retardar a sensação de fadiga graças ao fornecimento de ATP em forma duradoura e contínua. Esse efeito poupa o glicogênio muscular e, por isso, seu consumo é recomendado antes do treino.

 

Comprovação da ciência sobre os efeitos da palatinose
Para comprovar os efeitos da palatinose na performance esportiva, um estudo avaliou os efeitos fisiológicos e o aumento do desempenho com a suplementação de isomaltulose e da maltodextrina, consumidas, de forma intermitente, durante um exercício prolongado específico de futebol. Para isso, 22 jogadores de futebol universitário realizaram uma prova de 120 minutos consumindo 8% de bebidas com carboidratos e eletrólitos, um composto por maltodextrina (alto índice glicêmico), outro com isomaltulose (baixo índice glicêmico) e um placebo sem carboidratos.

Os pesquisadores avaliaram o desempenho físico (sprinting, jumping) e técnico (tiro, drible) e, segundo os resultados, puderam observar que as concentrações de glicose e insulina no sangue variaram, sendo que, com isomaltulose, manteve-se um valor de 13% maior de concentrações de glicose no sangue entre 75 e 90 minutos, diferentemente da maltodextrina, que teve declínio na glicemia aos 60 minutos.

O grupo com isomaltulose, ainda, apresentou valores mais eficazes nas concentrações de epinefrina aos 90 e 120 minutos. Assim, puderam concluir que a isomaltulose manteve a glicose mais alta, diminuindo a magnitude da resposta glicêmica rebote induzida pelo exercício. Ou seja, é considerada uma estratégia nutricional promissora para modalidades esportivas.

 

REFERÊNCIAS
MARESCH, C. et al. Low Glycemic Index Prototype Isomaltulose—Update of Clinical Trials. Nutrients, v. 9, n. 391, p. 1-12, 2017.
OOSTHUYSE, T. et al. Ingesting Isomaltulose Versus Fructose-Maltodextrin During Prolonged Moderate-Heavy Exercise Increases Fat Oxidation but Impairs Gastrointestinal Comfort and Cycling Performance. Int J Sport Nutr Exerc Metab., v. 25, n. 5, p. 427-38, oct. 2015.
STEVENSON, E. et al. A comparison of isomaltulose versus maltodextrin ingestion during soccer-specific exercise. Eur J Appl Physiol., v. 117, p. 2321-2333, 2017.

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