A glutamina é um aminoácido não essencial que participa do metabolismo proteico e do transporte de nitrogênio pelos tecidos humanos.  A denominação “não essencial“, deve-se ao fato de que o organismo ser capaz de sintetizá-lo a partir de outros aminoácidos

É um dos aminoácidos mais abundantes no plasma e nos músculos e sabemos que as células do intestino, sistema imunológico e rins são consumidoras de glutamina, fato que tem sido muito pesquisado principalmente quanto à possibilidade de se tornar essencial em casos de demanda aumentada

Apesar de nossa capacidade de síntese, a concentração de glutamina no sangue cai significativamente em situações de extremo estresse metabólico como a atividade física prolongada de alta intensidade, doenças infecciosas complexas, neoplasias e síndromes consumptivas, levando a um estado de depleção acentuada desse aminoácido.

Esta redução, se sustentada por período prolongado, está intimamente correlacionada ao aumento da mortalidade no caso de doenças, aumento de infecções respiratórias, redução da permeabilidade trófica intestinal e perda de performance atlética no caso de praticantes de atividade física de alto rendimento.

A suplementação do aminoácido, frequentemente é indispensável e deve ser indicada por profissional nutricionista ou médico, levando-se em consideração toda a individualidade metabólica, ingestão alimentar, nuances patológicas, atividade física e as fases do treinamento.

Referências:

Roth E. Nonnutritive effects of glutamine. J Nutr. 2008; 138(10):2025S-2031S

Souba WW. Glutamine: a key substrate for the splanchnic bed. Annu Ver Nutr; 1991, 11: 309-24.

Souba WW. Interorgan ammonia metabolism in health and disease: a surgeon’s view. J Parenter Enter Nutr; 1987, 11:569.

Elwyn DH , Parikh HC , Shoemaker WC. Amino acid movements between gut, liver and periphery in unanesthetized dogs. Am J Phisiol; 1968, 215: 1260-75

Por: Dr Arthur Rasqueri

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